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Ao longo do mês de abril, estudantes do curso de Direito do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso) participaram de visitas técnicas a importantes instituições da área na cidade de Teresópolis e também no Rio de Janeiro. Todas as atividades foram conduzidas pelo Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) com o objetivo de apresentar aos universitários campos de atuação e situações enfrentadas no dia a dia profissional.
A primeira visita aconteceu no dia 13 de abril, com estudantes do oitavo período do curso e estagiários do NPJ. Eles foram até o Cartório do 1º Ofício de Teresópolis (Tabelionato de Notas e Registro de Imóveis), junto às professoras orientadoras Jucinea Granito da Rosa, Tatiana Constância e à Supervisora do NPJ, professora Christiane Vaz Sá Viana.
No cartório, eles foram recebidos pelo titular Dr. Fabrício Andrade Ferreira Girargin Pimentel e sua substituta Bárbara Alfradique Prevot Kaizer. Eles promoveram uma palestra sobre o funcionamento do cartório, divisão de competências das unidades no estado do Rio de Janeiro e a importância da advocacia na atuação em questões que podem ser levadas ao cartório; além da execução e celeridade na atuação da serventia extrajudicial diante de um retorno a situações que podem ser evitadas no Judiciário.
"Foi um momento muito rico e esclarecedor. Os estudantes puderam participar e trocar experiências com a chefia do cartório, vislumbrando um nicho profissional facilitador de questões judiciais junto aos cartórios extrajudiciais", disse a supervisora do NPJ, professora, Christiane Vaz Sá Viana.
No dia 14 de abril ocorreram outras duas atividades. A primeira aconteceu com estudantes do sétimo e décimo período, no Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (CRIAAD Teresópolis), unidade responsável por atender jovens em cumprimento de medida socioeducativa de semiliberdade de toda a Região Serrana.
Eles foram recebidos pelo diretor em exercício, André Salazar, e pelo psicólogo estatutário do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (DEGASE), Juraci Brito da Silva.
"Foi um momento de grande aprendizado, em que os estudantes puderam se aprimorar e conhecer in loco como são executadas as medidas constantes do ECA voltadas para adolescentes em conflito com a lei, diante do contato de uma equipe multidisciplinar focada em humanização e ressocialização", comentou a supervisora do NPJ, professora Christiane Vaz Sá Viana.
A segunda atividade do dia 14 de abril contou com estudantes do nono período do curso em visita a agência do INSS de Teresópolis, acompanhados pelas professoras Luanna da Silva Figueira e Paula Maira da Rocha Caldeira e Solsa. O grupo foi recepcionado pelo gerente da agência, Maycon Rebello Menende, por meio do Programa de Educação Previdenciária (PEP), desenvolvido para disseminar informações sobre direitos e deveres previdenciários, promovendo cidadania e inclusão social através de palestras, cursos e orientação.
"Na visita, o titular frisou bastante a necessidade de suporte jurídico às pessoas junto ao INSS, o que contribui para o recebimento da devida instrução de requerimentos online e eventuais recursos", explicou a professora Christiane Vaz Sá Viana.
A última visita do mês aconteceu no dia 15 de abril, no Museu Penitenciário e no desativado Manicômio Judiciário, com estudantes do sétimo período do curso. A turma foi acompanhada pelos professores Christiane Vaz Sá Viana, Débora Lubrano Mendonça e Paulo Cruz Júnior.
Lá, foram recebidos pelo diretor Paulo Moraes, que os levou a um passeio a exposições que levam o público a compreender a função do sistema prisional, além de gerar reflexões sobre a pena e seus desdobramentos sociais.
O Museu Penitenciário expõe a prisão de maneira crítica, com a história das prisões cariocas desde o início do século XIX, com a chegada ao Rio de Janeiro da Família Real Portuguesa. Além disso, o museu também conta com o acervo do Hospital Psiquiátrico Penal Heitor Carrilho, o primeiro da América Latina, com centenas de prontuários de pacientes, muito utilizados por pesquisadores do país e do exterior.
"Os estudantes puderam ter acesso a uma riqueza de informações do acervo histórico, contando com a visita in loco de celas desativadas cheias de memórias e sofrimento. Foi uma experiência incrível", pontuou a professora Christiane Vaz Sá Viana.
Por: Raphael Branco